quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A religião fenícia

Deus Baal
A religião fenícia era politeísta e prestava culto às forças da natureza, realizando rituais que, às vezes, eram caracterizados por sacrifícios humanos. Baal e Astarte eram os deuses principais. O primeiro era o deus do trovão e da chuva; a segunda era a deusa da fecundidade.
A religião dos fenícios era politeísta e antropomórfica. Os fenícios conservaram os antigos deuses tradicionais dos povos semitas: as    divindades terrestres e celestres, comuns a todos os povos da Ásia antiga. Assinale-se, como um fato estranho, que não deram a maior importância às divindades do mar.
Cada cidade tinha seu deus, Baal (senhor), associado muitas vezes a uma entidade feminina - Baalit. O Baal de Sidon era Eshmun (deus da saúde). Biblos adorava Adônios (deus da vegetação), cujo culto se associava ao de Ashtart (a caldeia Ihstar; a grega Astarteia), deusa dos bens terrestres, do amor e da primavera, da fecundidade e da alegria. Em tiro, rendia-se culto a Melcart e Tanit.
Para aplacar a ira dos deuses, sacrificavam-se animais. E, às vezes, realizavam-se terríveis sacrifícios humanos. Queimavam-se, inclusive, os próprios filhos. Em algumas ocasiões, 200 recém-nascidos foram lançados, ao mesmo tempo, ao fogo - enquanto as mães assistiam impassíveis, ao sacrifício.

sábado, 4 de setembro de 2010

Estrutura política, econômica e social dos Fenícios

O Líbano (atual) e parte da Síria abrigaram em suas terras um povo que deixou sua marca na história: o fenício. Sua origem era semita; estabeleceu-se no litoral do Mar Mediterrâneo e se diferencia dos outros povos por se dedicar às atividades marítimas, como a pesca, a construção de embarcações e o comércio, com outros povos, fabricação de produtos artesanais.

A região Fenícia era rica em cedros, madeira que era utilizada na construção dos barcos. A madeira, além de ser usada para esse fim, era vendida, o que ajudou na diminuição das florestas libanesas (atuais).

A Fenícia, por ser uma estreita faixa de terra, necessitava buscar em outras regiões formas de abastecimento, o que obrigou o povo dessa região a desenvolver suas habilidades marítimas e comerciais.

A organização política dos fenícios não era centralizada. Cada "cidade-estado" era autônoma, com governo, costumes, religião e economia próprios. As cidades que mais se destacaram foram Tiro, Biblos, Sídon, Beritos, Ugarit e Arad. Nessas cidades-estado, o poder do governante era controlado por um conselho de comerciantes e armadores de barcos. Essa elite, ou grupo dominante, composta também por sacerdotes e proprietários de terra, controlava os artesãos, camponeses e escravos que eram a base da pirâmide social.

Pelo expansionismo fenício através do mar, as cidades-estado tornaram-se poderosas e organizaram um sistema de colonização que estabelecia o domínio sobre pontos estratégicos onde eram construídos portos para abastecimento e comercialização.

Apesar da atividade comercial marítima ser predominante, existia também a prática da agricultura, da caça e da pesca. Essas atividades não eram predominantes pela condição geográfica caracterizada pelo solo árido.

Tendo o comércio como atividade central, os fenícios desenvolveram um sistema de escrita para registrar seus negócios: o alfabeto. Tal sistema deu origem a diversas formas de registros que usamos até hoje.
Os principais produtos negociados pelos fenícios eram tecidos (sobretudo a púrpura), cerâmica, joias, madeiras, navios, azeite e vidros.
As viagens marítimas desenvolveram a curiosidade dos fenícios pela astronomia e pelos cálculos matemáticos, tanto para o comércio, quanto para a elaboração de mapas.